A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira (28), a Operação Eclipse, que apura um esquema de fraudes virtuais envolvendo falsas campanhas de doação divulgadas na internet. Segundo os investigadores, os criminosos usavam a imagem de uma criança de 10 anos diagnosticada com distrofia muscular de Duchenne para enganar pessoas e arrecadar dinheiro por meio de transferências via Pix.
Como funcionava o esquema
De acordo com a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, o grupo criava páginas falsas de arrecadação e anúncios patrocinados nas redes sociais simulando campanhas beneficentes verdadeiras. As publicações reproduziam fotos da criança, informações sobre o tratamento e elementos visuais semelhantes aos usados em ações solidárias reais para convencer as vítimas a fazer depósitos.
Estrutura sofisticada e movimentação milionária
A investigação aponta que os suspeitos utilizavam servidores hospedados fora do Brasil, empresas intermediadoras de pagamento e contas bancárias para dificultar o rastreamento do dinheiro. Uma das campanhas fraudulentas chegou a exibir arrecadação superior a R$ 248 mil. A análise financeira também identificou movimentações milionárias ligadas às empresas usadas pelo grupo.
Prisões e continuidade das investigações
A polícia identificou três principais suspeitos, alvos de mandados de prisão preventiva em Curitiba, Londrina e Contagem. Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão, seis de busca e apreensão e medidas de bloqueio de bens nos estados do Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e o total de vítimas prejudicadas pelo esquema.

