Matéria publicada originalmente no Jornal Metropole em 28 de maio de 2026
Quanto mais próximo da Copa do Mundo, mais o assunto “Neymar” divide os torcedores do Brasil. Merecia ser convocado ou não? Presta ou não? É referência ou fracasso? Vai alcançar a redenção ou virar cai-cai? Quase todas as opiniões que cercam o camisa 10 da Seleção Brasileira o colocam ora como uma entidade imaculada ora como o vilão do futebol. No entanto, a realidade não é tão exagerada nem para um lado e nem para o outro. A carreira do jogador é recheada de recordes e premiações, mas também coleciona polêmicas e controvérsias.
Desde os tempos de Santos, as comparações de Neymar com o Rei Pelé eram constantes. As expectativas em cima do jogador eram as mais altas possíveis: liderar o Brasil para um título mundial e dominar o futebol europeu ao lado de Messi e Cristiano Ronaldo. Parte do ódio ao atleta nasceu da frustração por ele não ter se tornado quem poderia ter sido, seja por descompromisso, lesões, agressão a torcedor, baladas e vida pessoal contestável. A figura, que representou o futebol brasileiro para o mundo, por vezes, chamou mais atenção por polêmicas fora de campo que pelo seu talento.
Ao mesmo tempo, Neymar foi modelo de jogo para uma geração inteira de crianças e jogadores que o têm como maior ídolo, como é o caso de Vinicius Júnior, Desiré Doué e Lamine Yamal. Além de Pelé, nenhum outro vestiu a camisa 10 do Brasil por três copas seguidas. Foram mais de dez anos sendo o melhor jogador brasileiro. A sua longevidade e consistência de atuações, bem como a forma de jogar, conquistaram corações no Brasil e no mundo, sendo apelidado de “O último que joga bonito”.
Por outro lado, seu papel de principal jogador o condena nos fracassos coletivos da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo. Apesar de ser refém do seu próprio talento, Neymar tem papel ativo na antipatia que foi gerada sobre ele. As controvérsias de um jogador costumam ser perdoadas com o título da Copa do Mundo, a exemplo de Romário, que foi ainda mais polêmico, fora Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho. No fim, a falta da taça mais importante será um peso que o atleta terá de carregar consigo. A menos que ele a conquiste.
Ladeira abaixo
A sequência de derrotas do Bahia não para. São oito partidas sem triunfar, com frustrações, eliminações e viradas. A equipe de Rogério Ceni não se encontra desde o jogo contra o Mirassol, quando venceu por 2 x 1 no início de abril. O que antes era oscilação, agora é constante queda de desempenho. Enquanto isso, seu principal rival se aproxima na tabela e está a apenas um ponto de diferença. A virada pode vir já neste sábado (30), caso a tendência se mantenha.
Novo teste
O Athletico Paranaense foi definido como o adversário do Vitória pelas oitavas da Copa do Brasil. Apesar da ótima fase do Rubro-Negro baiano, o time paranaense é o quarto colocado no Campeonato Brasileiro. Mas após eliminar o Flamengo, um dos favoritos, é provável que os pontos no Brasileirão não assustem o Leão, que mais uma vez decidirá o jogo de volta com a força do Barradão.

