O jornalista Janio de Freitas afirmou, durante participação no programa Três Pontos desta quarta-feira (27), que o país atravessa uma nova onda de escândalos marcada pela sucessão de denúncias envolvendo figuras do Congresso. Ao comentar os casos que atingem a suplência do senador Davi Alcolumbre e o gabinete do deputado Mário Frias, ele classificou o cenário como uma “abundância de assuntos indecentes”, apontando a naturalização de práticas criminosas na política brasileira.
“O que mais me seduz é um outro assunto: é a explosão de casos de corrupção e descoberta de casos de corrupção, por exemplo, na suplência do senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado e do Congresso, por consequência. E o seu suplente, um tal Chaves Pinto, empresário do Amapá, está constatado pela Polícia Federal como participante e um dos coordenadores do que é, ou seria, uma quadrilha especializada em fraudes no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT)”, disse.
Na análise do jornalista, os episódios revelam um padrão antigo que atravessa diferentes governos e instituições. Ele relacionou as suspeitas envolvendo o suplente de Davi Alcolumbre às denúncias de rachadinha no gabinete de Mario Frias, afirmando que os casos expõem uma lógica recorrente de apropriação do dinheiro público. Ao citar o histórico do antigo DNER, hoje DNIT, Freitas criticou a permanência de práticas que, na sua avaliação, transformaram estruturas públicas e gabinetes parlamentares em ambientes vulneráveis a esquemas políticos e financeiros operados sem grande constrangimento.
“Rachadinha não é coisíssima nenhuma. É extorsão. É um crime horrível. E é extorsão para peculato. O salário sai do Tesouro Nacional para o funcionário do gabinete e, antes de chegar a ele, ou imediatamente depois, é desviado para um dos seus chefes. É dinheiro público ainda”, apontou.
Ao concluir, Janio de Freitas afirmou que termos como “rachadinha”, “penduricalhos” e “pixuleco” acabam suavizando crimes graves cometidos com dinheiro público. “São ganhos desavergonhados”, resumiu. Para ele, os casos ligados a Mário Frias, à suplência de Davi Alcolumbre e a outros episódios recentes revelam uma deterioração ética contínua.
Confira o programa na íntegra:

