Obras do Caminho da Fé passam por restauração após atos de vandalismo

O Caminho da Fé, corredor turístico e religioso que liga o Santuário Santa Dulce dos Pobres à Basílica do Bonfim, voltou a ser alvo de vandalismo em Salvador. Das 28 obras instaladas ao longo do percurso, 22 precisaram ser refeitas após furtos e depredações registrados nos últimos anos.

A restauração feita pela Fundação Gregório de Mattos custou R$ 200 mil aos cofres públicos. Além das peças artísticas, os totens de madeira e granito também sofreram danos, com pichações, riscos e destruição da estrutura.

As obras foram criadas pelo artista plástico Juarez Paraíso em parceria com outros artistas baianos. Segundo a FGM, as novas peças receberam reforço na instalação para tentar evitar novos furtos.

Inaugurado em 2020, o Caminho da Fé possui 14 estações artísticas distribuídas ao longo da Avenida Dendezeiros. O espaço homenageia Santa Dulce dos Pobres e a tradição do Senhor do Bonfim, dois dos principais símbolos religiosos da Bahia.

Diante das recorrentes ações de vandalismo, a Fundação Gregório de Mattos também iniciou o processo de tombamento do conjunto artístico, numa tentativa de ampliar a proteção das obras.