O Ministério Público da Bahia firmou nesta segunda-feira (25) um acordo com empresários de 22 artistas de destaque nacional e regional para redefinir os critérios de cobrança de cachês nos festejos juninos de 2026. A medida busca frear a escalada dos valores pagos por prefeituras nos últimos anos e ampliar a transparência nos contratos públicos.
A reunião aconteceu na sede do MPBA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, com condução da promotora de Justiça Rita Tourinho, coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção à Moralidade Administrativa (Caopam).
Segundo o Ministério Público, o novo modelo estabelece que os cachês serão calculados a partir da média dos valores praticados em 2025, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além da análise da notoriedade dos artistas.
Entre os artistas representados no encontro estavam Solange Almeida, Maiara & Maraisa, Zé Neto & Cristiano, Pablo, Unha Pintada, Nadson O Ferinha e Kart Love.
De acordo com o MPBA, somente os contratos da banda Toque 10 devem gerar uma economia estimada em R$ 5 milhões aos cofres públicos. A redução média foi de cerca de R$ 100 mil por apresentação em aproximadamente 50 contratos firmados com municípios baianos.
Transparência nos festejos
O acordo também prevê maior participação dos empresários no Painel de Transparência dos Festejos Juninos, ferramenta criada para divulgar os gastos públicos com as festas.
A partir de 1º de junho, os dados poderão ser acessados pela população por meio do “Transparentômetro”, sistema que informa quais municípios já enviaram informações sobre contratações e cachês.
Até esta segunda-feira (25), apenas 38 municípios e o Governo da Bahia haviam encaminhado dados ao sistema, incluindo cidades como Salvador, Porto Seguro, Vitória da Conquista, Seabra e Xique-Xique.

