O número de mortos após um ataque com drone contra um dormitório estudantil na região de Luhansk, controlada pela Rússia, no leste da Ucrânia, subiu para 16, segundo autoridades russas neste sábado (23). A maioria das vítimas seria composta por mulheres jovens.
O episódio ocorreu na cidade de Starobilsk e foi seguido por forte troca de acusações entre Rússia e Ucrânia, além de debate no Conselho de Segurança da ONU.
O presidente russo Vladimir Putin ordenou que militares avaliem opções de retaliação após Moscou acusar Kiev de ataque deliberado contra a instalação. Autoridades russas afirmam que não havia alvos militares no local.
A Ucrânia nega responsabilidade e afirma que teria atingido uma unidade militar de drones na região, sustentando que suas ações seguem o direito internacional humanitário.
Segundo a agência estatal russa RIA, cinco pessoas ainda estariam sob escombros. Autoridades locais divulgaram uma lista preliminar de vítimas, em sua maioria jovens de cerca de 19 anos.
Imagens do local mostram um prédio parcialmente destruído, com salas de aula danificadas e destroços espalhados. Equipes de resgate seguem atuando na remoção de escombros.
Debate na ONU e troca de acusações
Durante reunião emergencial na ONU convocada pela Rússia, Moscou acusou a Ucrânia de crimes de guerra, enquanto Kiev rejeitou as alegações. Representantes internacionais pediram acesso à área e reforçaram condenações a ataques contra civis.
O conflito entre os dois países continua com intensificação de ataques cruzados. A Rússia tem mirado infraestrutura energética ucraniana, enquanto a Ucrânia tem ampliado ofensivas contra instalações no território russo, especialmente no setor de petróleo.
No mesmo dia, autoridades russas relataram incêndio em um terminal petrolífero no porto de Novorossiysk após queda de destroços de drones. Já o governo ucraniano afirmou ter atingido instalações energéticas e industriais em território russo, enquanto Moscou diz ter interceptado parte dos ataques.

