Cerca de 320 mil beneficiários do Bolsa Família ainda não realizaram o acompanhamento obrigatório das condicionalidades de saúde referentes à primeira vigência de 2026, em Salvador. O procedimento, que corresponde ao período de janeiro a junho, é necessário para evitar bloqueio, suspensão ou cancelamento do benefício.
De acordo com a prefeitura, o acompanhamento é feito nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS) e envolve atualização da carteira de vacinação, avaliação nutricional de crianças e acompanhamento pré-natal de gestantes.
Na capital baiana, 469.010 beneficiários precisam passar pelo procedimento nesta primeira vigência do ano. Até o último dia 15 de maio, apenas 149.663 pessoas haviam regularizado a situação, o equivalente a 31,91% do público previsto.
A Secretaria Municipal da Saúde de Salvador informou que o índice ainda está abaixo do esperado e orientou que as famílias procurem a unidade de saúde mais próxima o quanto antes.
Segundo a técnica de referência do Bolsa Família da pasta, Nailza Barbosa, o acompanhamento ajuda não apenas a manter o benefício, mas também a identificar precocemente possíveis problemas de saúde.
“É muito importante que os beneficiários não deixem para a última hora. Além de garantir a continuidade do Bolsa Família, esse acompanhamento permite identificar precocemente problemas de saúde e assegurar o acesso de crianças, gestantes e mulheres aos cuidados oferecidos pela atenção básica”, afirmou.
O público prioritário inclui gestantes, crianças menores de 7 anos e mulheres entre 14 e 44 anos.
Para realizar o acompanhamento, é necessário apresentar documento de identificação, cartão do Bolsa Família e, nos casos necessários, a caderneta da criança e o cartão da gestante na unidade de saúde mais próxima.

