O jornalista e escritor Fernando Vita afirmou, em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar nesta quarta-feira (20), que as viagens realizadas ao longo da carreira acabaram marcando profundamente sua trajetória pessoal e profissional. Segundo ele, experiências vividas fora do Brasil resultaram em reencontros familiares, amizades duradouras e episódios emocionantes ligados à própria história de vida.
“Fiz muitas viagens a trabalho desde o tempo do Sistema Telebrás”, relatou. Entre os destinos mais marcantes, Fernando destacou uma ida à Itália ao lado da esposa, dos filhos e da irmã mais velha. A viagem teve um significado especial por representar o primeiro contato com a cidade de origem de seu avô, na pequena comunidade de Trecchina.
O escritor contou que chegou à cidade em um dia de Natal, enfrentando frio intenso, sem dominar o idioma local. Ao se apresentar como “um Vita do Brasil” na praça da cidade, acabou sendo conduzido por moradores até a casa de um parente distante, Domenico Vita. Segundo ele, o encontro foi carregado de emoção e deu origem a uma amizade que atravessou os anos.
“Me recebeu com as melhores emoções possíveis, choramos todos”, afirmou. Fernando relatou ainda que a relação construída com a família italiana permaneceu viva ao longo do tempo e motivou novos retornos à cidade. “Nasceu uma profunda amizade e já voltei lá mais duas vezes”, disse.
Durante a entrevista, o jornalista também lembrou um episódio doloroso ligado à perda do filho, que morreu aos 23 anos. Fernando contou que o jovem esteve presente na primeira viagem feita à Itália e revelou ter vivido uma coincidência marcante duas décadas depois, ao retornar a Trecchina.
“Perguntei pelo filho de Domenico e o rapaz respondeu: ‘Você não soube? Ele se suicidou’”, relatou. Segundo Fernando Vita, a coincidência acabou tornando o reencontro com a família italiana ainda mais emocionante, em meio às lembranças compartilhadas pela perda dos dois jovens.
Confira entrevista na íntegra:

