A diretora do Instituto Ziraldo, Adriana Lins, defendeu o uso da tecnologia como aliada na formação de leitores durante entrevista ao Revele, da Rádio Metropole. Segundo ela, a proposta é inverter a lógica que tem afastado crianças dos livros. “A tela vem imperando demais, então é quase que uma pegadinha: a gente usa a linguagem que eles estão acostumados para chegar no livro”, explicou.
Adriana destacou que o trabalho do instituto parte de um compromisso histórico com a leitura, inspirado pelo próprio Ziraldo. “A gente carrega essa bandeira de fazer do Brasil um país de leitores. O livro como gênero de primeira necessidade”, afirmou. Para ela, o acesso à literatura está diretamente ligado ao desenvolvimento crítico e criativo da população.
A diretora também chamou atenção para a forma como o livro passou a ser visto por parte do público jovem, ao comentar as dificuldades enfrentadas por professores e famílias na tentativa de estimular o hábito da leitura.
Como alternativa, Adriana aposta na adaptação da linguagem para reconectar crianças às histórias. “Se você tem crianças que já entendem que encostar o dedo na tela faz aquilo mudar, vamos usar isso. O mergulho acontece indo a fundo, chegando no livro”, afirmou, relatando que a estratégia tem despertado curiosidade. “A criançada sai perguntando ‘cadê o resto da história?’”, concluiu.
Confira a entrevista na íntegra:

