PF intima dono de agência em investigação sobre influenciadores e campanha pró-Banco Master

A Polícia Federal intimou o empresário Thiago Miranda, responsável pela agência Mithi, para depor nesta terça-feira (12), em Brasília, no inquérito que investiga uma suposta operação de influenciadores digitais contra o Banco Central do Brasil e em defesa do Banco Master nas redes sociais.

Segundo os investigadores, o depoimento pode ajudar a esclarecer a existência do chamado “Projeto DV”, referência às iniciais de Daniel Vorcaro, além de detalhar possíveis pagamentos e a articulação de perfis digitais usados na campanha.

De acordo com pessoas ligadas ao caso, Thiago Miranda deve comparecer pessoalmente e pretende colaborar com a investigação, fornecendo informações sobre os perfis envolvidos, sua relação com Vorcaro e a remuneração das páginas contratadas.

A apuração já ouviu outros nomes citados no esquema. Influenciadores relataram à PF que foram abordados por agências com propostas ligadas a gestão de imagem e resposta a crises, com atuação em redes sociais.

Entre os depoimentos já colhidos está o do vereador de Erechim (RS) Rony Gabriel (PL), que afirmou ter sido procurado por um representante da empresa UNLTD com oferta de atuação em comunicação estratégica.

O inquérito foi aberto no fim de janeiro. Em levantamentos iniciais, a PF identificou dezenas de perfis que teriam publicado conteúdos semelhantes no período entre dezembro e janeiro, com críticas ao Banco Central e defesa da manutenção do Banco Master.

As postagens analisadas repetiam argumentos de que a liquidação teria sido precipitada e que a medida poderia prejudicar clientes e o sistema financeiro.

Com a fase de oitivas em andamento, a investigação se aproxima da etapa final desse braço do caso que envolve o Banco Master.