O governo do Paquistão informou, nesta segunda-feira (4), que tripulantes de um navio iraniano apreendido foram levados ao país para repatriação. Ao todo, 22 pessoas que estavam a bordo do cargueiro M/V Touska chegaram na noite de domingo (3) e devem ser entregues às autoridades do Irã. A ação ocorre após articulação diplomática entre Washington e Teerã, segundo o Ministério das Relações Exteriores paquistanês, que descreveu o procedimento como uma medida de fortalecimento da confiança entre as partes.
Apreensão no mar e sanções
O navio foi capturado em 19 de abril por forças dos Estados Unidos após tentar furar um bloqueio naval. De acordo com o comando militar norte-americano, a embarcação, ligada à empresa estatal iraniana de navegação, já estava sob sanções. O episódio ocorreu em meio ao aumento das tensões marítimas na região, com ações de fiscalização e interceptações frequentes.
Reações e clima de tensão
O Irã classificou a operação como ilegal e afirmou que houve violação do direito internacional, exigindo a liberação imediata do navio, da tripulação e de seus familiares. O caso se soma a uma sequência de atritos entre os países desde o início do ano, em um cenário de conflito indireto envolvendo também aliados regionais e episódios navais recorrentes, apesar de um cessar-fogo frágil anunciado semanas atrás.
Diplomacia e próximos passos
O Paquistão também informou que o navio será rebocado de volta às suas águas territoriais, onde passará por reparos antes de ser devolvido aos proprietários. Autoridades locais afirmam que seguem tentando reduzir a tensão por meio de diálogo. No mês anterior, reuniões de negociação ocorreram no país, mas não resultaram em acordo definitivo entre as partes envolvidas.

