A retomada de partos, cirurgias eletivas e atendimentos de urgência na Santa Casa de Cachoeira foi destacada por Geraldo Leite e Carlos Dumet, entrevistados na Rádio Metropole nesta sexta-feira (24). Os gestores apontam a reestruturação da unidade após a assinatura de convênio, em 20 de janeiro de 2026, entre a Fundação José Silveira e o Governo da Bahia. O Hospital São João de Deus, referência no Recôncavo Baiano, enfrentava crise financeira e estrutural nos últimos anos.
Desde a assinatura do convênio, em 20 de janeiro de 2026, o Hospital São João de Deus passou por regularização de salários e retomou atendimentos essenciais. Segundo Carlos Dumet, o cenário encontrado era crítico. “Cachoeira foi um desafio. Havia muitos pacientes internados e uma estrutura degradada. Existia um vazio assistencial na região, com leitos parados, mesmo diante da necessidade da população”, afirmou. Ele destacou ainda o caráter histórico da unidade: “É o primeiro hospital público da história do Brasil. Não podíamos deixar aquilo ali largado”.
As comemorações do bicentenário incluíram a inauguração do Memorial da Santa Casa e de uma nova UTI clínica, ampliando a capacidade de atendimento no Recôncavo Baiano. Para Geraldo Leite, que também celebrou 100 anos de vida nesta semana, a atuação da fundação reforça um legado iniciado por José Silveira. “José Silveira, acima de mestre, foi amigo e conselheiro. A Fundação hoje reúne mais de 16 mil colaboradores e atua em toda a Bahia”, destacou o presidente.
Natural de Aracaju e formado pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1950, Geraldo Leite é reconhecido como um dos principais nomes da ciência e da educação no interior do estado. A nova fase da Santa Casa de Cachoeira, segundo os gestores, busca não apenas preservar a história da instituição, mas garantir assistência contínua e qualificada para a população da região.
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