A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado um data center da Oracle em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A informação foi divulgada pela mídia estatal iraniana nesta quinta-feira (2). Procurada, a empresa não respondeu até a última atualização. Em seu site oficial, no entanto, a Oracle informa que suas operações na cidade seguem funcionando normalmente.
O episódio ocorre em meio à escalada de ataques do Irã contra empresas de tecnologia que atuam no Oriente Médio. Na quarta-feira (1º), a operação de computação em nuvem da Amazon no Bahrein foi atingida, segundo reportagem do Financial Times.
De acordo com o jornal, a unidade da Amazon Web Services sofreu danos após a ofensiva. O Ministério do Interior do Bahrein confirmou que equipes da defesa civil foram acionadas para conter um incêndio em uma instalação empresarial provocado por uma “agressão iraniana”, sem detalhar a empresa afetada.
Os ataques acontecem após ameaças diretas da Guarda Revolucionária a companhias americanas. Entre os alvos citados estão gigantes como Microsoft, Apple, Google e Meta. A Amazon não havia sido mencionada inicialmente.
Segundo o Financial Times, estruturas da AWS já foram atingidas outras vezes desde o início do conflito. A Reuters informou que a Amazon não comentou diretamente o caso mais recente.
Em comunicado, os militares iranianos afirmaram ter selecionado 18 organizações como alvos potenciais e alertaram que novas ofensivas poderiam ocorrer. Entre as empresas listadas estão Boeing, Tesla, Nvidia, IBM, Intel, Cisco e a própria Oracle.
No texto, o Irã afirma que as empresas estariam envolvidas em “operações hostis” ao país e orienta funcionários a deixarem seus locais de trabalho, além de recomendar a evacuação de áreas próximas às instalações citadas. A ofensiva amplia as tensões no Oriente Médio e levanta preocupações sobre a segurança de infraestruturas tecnológicas estratégicas na região.

