Israel aprova lei que prevê pena de morte para palestinos condenados por ataques letais

O parlamento de Israel aprovou uma lei que prevê pena de morte para palestinos condenados por ataques letais. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (30), pelo plenário da Knesset.

Com a decisão, a sentença agora será padrão nos julgamentos em tribunais militares para casos classificados como “atos de terrorismo”. O projeto de lei, que é uma das principais promessas de campanha de políticos de extrema-direita,  recebeu 62 votos a favor — entre eles, o do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu — e 48 contra. 

Após a aprovação, grupos de defesas de direitos humanos de Israel e de países europeus condenaram a proposta. Um grupo israelense anunciou que entrou com uma petição na Suprema Corte do país.

“A Associação para os Direitos Civis em Israel apresentou hoje uma petição ao Supremo Tribunal de Justiça, exigindo a anulação da Lei da Pena de Morte para Terroristas, promulgada pelo Knesset hoje, 30 de março de 2026”, afirmou a cúpula.

Atuação recente de Israel e contestações
Uma decisão recente no país foi contestada no início deste mês por grupos de direitos humanos, após as forças militares israelenses anunciarem, no dia 12, que retiraram as acusações contra cinco soldados acusados ​​de abusar sexualmente de um detento palestino, em um ataque que teria sido parcialmente filmado.

O episódio, ocorrido prisão militar de Sde Teiman, resultou na prisão dos soldados, em julho de 2024 e provocou a ira de membros do governo de extrema direita que invadiram a prisão em protesto.