O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, acusou os Estados Unidos e Israel de cometer genocídio durante o conflito e pediu que a Organização das Nações Unidas condene o ataque a uma escola na cidade de Minab, que deixou mais de 170 mortos.
A declaração foi feita nesta sexta-feira (27), durante sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. O encontro teve como foco o bombardeio à escola Shajareh Tayyebeh, ocorrido no início da guerra, que vitimou alunos e professores.
Durante o discurso, Araqchi afirmou que o episódio faz parte de um padrão de ataques contra civis. “Esse ataque brutal é apenas a ponta visível de um iceberg muito maior”, declarou. Ele ainda reforçou que a ofensiva representa uma grave violação do direito internacional humanitário.
Relatos da imprensa norte-americana indicam que o bombardeio teria sido realizado por engano pelas forças dos Estados Unidos. Uma investigação militar preliminar também aponta possível responsabilidade das tropas americanas no episódio. Ainda assim, o governo do presidente Donald Trump nega ter como alvo a população civil e atribui ao Irã a responsabilidade pelo ataque.
Na mesma sessão, o alto comissário de Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, cobrou transparência sobre o caso. “Deve haver justiça pelo terrível dano causado”, afirmou, ao pedir a conclusão e divulgação das investigações.
O representante do Brasil no conselho, André Simas Magalhães, também condenou o ataque e classificou o episódio como uma grave violação dos direitos humanos e das normas internacionais.
Araqchi ainda acusou EUA e Israel de ampliarem ataques a infraestruturas civis durante o conflito e afirmou que o Irã continuará se defendendo.

