Escritor aponta resistência da crônica em meio às mudanças culturais

O jornalista, cronista e escritor Joaquim Ferreira dos Santos concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta segunda-feira (16), quando refletiu sobre o processo de criação literária e a importância da crônica no cenário cultural brasileiro. Durante a conversa, ele destacou o esforço envolvido na escrita e a necessidade de repertório para construir textos que aparentem leveza.

Ao comentar o gênero, afirmou que “a graça da crônica é tentar manter uma conversa e, para fazer essa mágica, é preciso um repertório, uma caixa de ferramentas e dar a impressão de que foi fácil escrever; o que não é fácil,  é difícil. Escrever não é fácil, dói: a busca do assunto, do estilo. A crônica ainda está aí, persiste”. O autor também abordou as dificuldades enfrentadas por quem vive da literatura no país. “o escritor no brasil não tem muita condição de viver dos seus livros”

Além da atuação no jornalismo, Joaquim Ferreira dos Santos publicou diversos livros, entre eles “Feliz 1958: o ano que não devia terminar” e “Enquanto houver champanhe, há esperança”, obra vencedora do Prêmio Jabuti em 2017. O escritor também se dedicou à produção de biografias, com trabalhos sobre personalidades como a atriz Leila Diniz.

Confira a entrevista na íntegra: