Zelensky e líderes da UE criticam decisão dos EUA de flexibilizar sanções ao petróleo russo

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e dirigentes da União Europeia criticaram nesta sexta-feira (13) a decisão dos Estados Unidos de aliviar restrições impostas ao petróleo da Rússia. A medida, autorizada pelo governo de Donald Trump, permite temporariamente a comercialização de cargas de petróleo russo que estavam retidas em navios no mar.

A flexibilização foi anunciada na quinta-feira (12) com o objetivo de ampliar a oferta mundial de energia e conter a alta dos preços provocada pela guerra envolvendo os EUA e o Irã. Zelensky, que esteve em Paris para uma reunião com o presidente francês Emmanuel Macron, afirmou que a decisão pode beneficiar financeiramente Moscou e não contribui para encerrar o conflito em território ucraniano. Segundo ele, a liberação poderia gerar cerca de US$ 10 bilhões adicionais para o esforço militar russo.

Macron reconheceu que ele e outros aliados europeus não concordam com a suspensão das sanções, mas destacou que as exceções anunciadas por Washington têm caráter temporário e restrito.

Nas redes sociais, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, também demonstrou preocupação com a iniciativa. Ele afirmou que a decisão foi tomada de forma unilateral pelos Estados Unidos, sem debate com parceiros europeus, e ressaltou que a pressão econômica sobre o governo de Vladimir Putin é considerada essencial para forçar negociações que levem a um acordo de paz duradouro.