Operação investiga lavagem de dinheiro após ataque hacker que causou prejuízo de R$ 710 milhões

Uma operação conjunta do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e da Polícia Federal (PF) foi realizada nesta quinta-feira (12) para combater um grupo suspeito de lavar dinheiro obtido em ataques cibernéticos contra o sistema financeiro. A investigação aponta que o esquema teria causado prejuízo de cerca de R$ 710 milhões a instituições bancárias.

Batizada de Operação Cofre Digital, a ação cumpriu três mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Paraná. As decisões foram autorizadas pela Vara Criminal Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Justiça paulista.

Segundo o MPSP, o crime ocorreu em agosto de 2025. Os suspeitos teriam invadido o sistema de uma empresa de tecnologia que conecta bancos, corretoras e fintechs ao sistema de transferências instantâneas Pix, permitindo movimentações financeiras em tempo real.

De acordo com os investigadores do CyberGAECO, os envolvidos usavam empresas de fachada para transformar o dinheiro desviado em criptomoedas e dificultar o rastreamento. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 28 milhões em bens e valores ligados a quatro pessoas físicas e 28 empresas.