O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas realiza uma reunião de emergência após a operação militar conjunta entre forças dos Estados Unidos e de Israel contra o território do Irã neste sábado (28). O encontro foi convocado para discutir os desdobramentos dos ataques e a escalada do conflito.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, condenou as ofensivas e também a retaliação iraniana. Ele destacou três áreas impactadas pela crise, começando pelos princípios estabelecidos na Carta da ONU como base para a manutenção da paz e da segurança internacionais.
Ao citar o Artigo 2 da Carta, Guterres afirmou que “todos os Membros devem abster-se, em suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.”
O secretário-geral alertou para os impactos humanitários das ações militares e pediu a retomada das negociações. “Estou pedindo a desescalação e parada imediata dos ataques. Esses ataques têm grandes consequências para civis e regiões impactadas. Peço que retornem imediatamente à mesa de negociação por conta do programa nuclear”, enfatizou.
Ele reiterou ainda que não há alternativa viável à solução pacífica de controvérsias internacionais segundo o direito internacional, incluindo a Carta da ONU.
Confronto e retaliação
Na madrugada deste sábado (28), forças dos Estados Unidos e de Israel realizaram uma operação conjunta contra o território iraniano. Relatos indicam explosões em Teerã e em ao menos outras quatro localidades do país.
Em resposta, o governo do Irã lançou projéteis contra Israel e efetuou disparos direcionados a instalações militares americanas no Oriente Médio. A ofensiva ocorre após semanas de negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano.
Declaração de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o aiatolá Ali Khamenei morreu nos ataques aéreos iniciados por seu governo em conjunto com Israel.
“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”, escreveu o presidente na Truth Social.

