Moraes descarta Rivaldo Barbosa como autor intelectual da morte de Marielle

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (25) que não há provas de que o delegado Rivaldo Barbosa tenha sido um dos autores intelectuais do assassinato de Marielle Franco. Segundo o relator, a delação do ex-PM Ronnie Lessa não foi corroborada por elementos probatórios suficientes nesse ponto.

Com base na colaboração de Lessa, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República atribuíram a Rivaldo papel decisivo no planejamento do crime. O delator afirmou que o delegado teria orientado que o assassinato não ocorresse em trajetos que incluíssem a Câmara Municipal, para evitar repercussão política e eventual federalização das investigações.

Moraes, no entanto, declarou que há provas de que Rivaldo praticou corrupção passiva e obstrução de justiça para dificultar as apurações. “Não há nenhum elemento de prova a corroborar a colaboração premiada no sentido de que Rivaldo Barbosa foi partícipe no triplo homicídio”, afirmou, ao acrescentar que existem indícios robustos de tentativa de interferência nas investigações.

O relator também votou pela condenação dos irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão como mandantes do crime. Após Moraes, ainda votam os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.