Embate sobre tarifas nos EUA não compromete competitividade brasileira, afirma Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em Nova Délhi, na Índia, que o embate entre a Suprema Corte dos Estados Unidos e o presidente Donald Trump sobre a imposição de tarifas não afeta a competitividade dos produtos brasileiros e pode acelerar um acordo entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, o impacto das tarifas tende a prejudicar o consumidor americano e já havia a expectativa de revisão das medidas. As informações são da CNN.

“Nossa competitividade não é afetada, como já não era. Nós dissemos desde sempre que isso ia prejudicar o consumidor americano. Eles foram paulatinamente revendo as tarifas sobre vários produtos, sobretudo os de consumo de massa, mas nós já tínhamos a percepção de que nós íamos chegar a bom termo”, afirmou.

Haddad demonstrou otimismo quanto às negociações envolvendo produtos brasileiros afetados pelo chamado “tarifaço”, embora reconheça que ainda não há definição sobre o desfecho da disputa institucional nos EUA. O ministro afirmou que o governo brasileiro mantém o curso definido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e busca restabelecer a normalidade nas relações comerciais com parcerias maduras e vantajosas para ambos os lados.

Nesta sexta-feira (20), a Suprema Corte dos EUA decidiu, por 6 votos a 3, que Trump violou a lei federal ao impor tarifas abrangentes de forma unilateral. A decisão foi redigida pelo presidente da Corte, John Roberts, e não definiu o destino dos mais de US$ 130 bilhões já arrecadados. Em resposta, Trump assinou uma nova tarifa global de 10%, com base na seção 122 do Ato do Comércio de 1974.