O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou, em comunicado à imprensa, os nomes dos suspeitos de acessar ilegalmente informações sobre magistrados e seus familiares. Nesta terça-feira (17), a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão contra servidores públicos investigados no caso.
As diligências foram realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Os investigados atuam na Receita Federal do Brasil (RFB) e no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
Segundo o STF, os suspeitos são: Luiz Antônio Martins Nunes (Técnico do Serpro lotado na delegacia da RFB no Rio de Janeiro), Luciano Pery Santos Nascimento (Técnico do seguro social na delegacia da RFB em São Paulo), Ruth Machado dos Santos (Técnica do seguro social na delegacia da RFB em Salvador), e Ricardo Mansano de Moraes (Auditor-fiscal na delegacia da RFB em São Paulo).
Além dos mandados de busca, eles também tiveram seus sigilos fiscal e bancário quebrados, estão proibidos de se ausentar do país e foram afastados de suas funções. Em nota, o STF sustentou que os vazamentos ocorreram para produzir “suspeitas artificiais, de difícil dissipação”. O comunicado diz ainda que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também pode ter sido alvo da devassa ilegal.
O jornal Folha de S.Paulo divulgou no último domingo (15) que a Receita Federal abriu procedimento interno para apurar possível acesso irregular a dados fiscais de ministros do STF e de cerca de 100 familiares. Segundo o jornal, o pedido de verificação partiu do ministro Alexandre de Moraes. A lista de possíveis alvos inclui pais, filhos, irmãos e cônjuges dos dez ministros da Corte.

