Embaixador de Cuba critica sanções dos EUA sobre petróleo

O embaixador de Cuba no Brasil, Adolfo Curbelo Castellanos, criticou o endurecimento das sanções dos Estados Unidos contra a ilha e classificou as novas restrições relacionadas ao petróleo como uma “política genocida”. A declaração foi dada em entrevista à Agência Brasil, na embaixada cubana em Brasília.

Segundo o diplomata, as medidas afetam diretamente as condições de vida da população ao limitar o acesso à energia. Ele afirmou que a restrição ao fornecimento de petróleo compromete a geração de eletricidade e dificulta o funcionamento de serviços essenciais no país.

Em 29 de janeiro, o presidente norte-americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que voltou a classificar Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança dos Estados Unidos. A decisão prevê a aplicação de tarifas comerciais a produtos de países que forneçam ou comercializem petróleo com o governo cubano.

A medida tem intensificado a crise energética enfrentada pela ilha. Até 2023, cerca de 80% da energia consumida em Cuba dependia de derivados de petróleo, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia (AIE).

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, também criticou a decisão e afirmou que as sanções fazem parte de uma estratégia para pressionar o país. Durante a entrevista, Curbelo declarou que Cuba enfrenta uma espécie de “guerra não convencional” e classificou os impactos das novas restrições como devastadores.