Gábor Gyuricza aponta impacto da ¨hungarização¨ na identidade familiar e explica busca por cidadania

Os nomes civis adotados durante o processo histórico de hungarização e a atual busca por raízes húngaras, inclusive para obtenção de cidadania, foram abordados por Gábor Gyuricza em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar, nesta segunda-feira (9). Na conversa, o pesquisador húngaro-brasileiro destacou que seu trabalho de pesquisa histórica e genealógica já ajudou mais de duas mil pessoas a comprovarem a origem húngara de suas famílias.

“O nome escolhido não necessariamente tinha a ver com a profissão da pessoa. Aconteceram duas grandes ondas de, eu chamo de ungarização, quando o sobrenome de origem alemã ou de origem polonesa transformou-se em sobrenome húngaro. Um deles foi no final do século XIX, então, 1890, 1900, até a Primeira Guerra Mundial”, disse.

Segundo Gyuricza, compreender essas mudanças nos nomes civis é essencial para reconstruir trajetórias familiares e manter vivas as origens húngaras. Ele explica que a hungarização esteve ligada tanto à tentativa de integração social quanto à proteção contra perseguições, especialmente entre famílias judaicas. Esse contexto histórico é parte central de suas pesquisas documentais, que conectam registros civis, memória familiar e processos consulares.

Ao detalhar seu trabalho, Gyuricza afirmou que atua em dois eixos principais. Um deles é a pesquisa documental para cidadania, quando as pessoas procuram porque querem a cidadania húngara, mas ela não tem o documento que comprove que o ascendente. O outro, segundo ele, é a reconstrução da história familiar, quando famílias buscam saber quem foram seus antepassados, permitindo recuar duzentos, trezentos anos na história e preservar a memória dos antepassados.

Confira a entrevista na íntegra: