A menos de uma semana da abertura oficial do Carnaval, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia apresentou, na sexta-feira (6), no Centro de Operações e Inteligência, em Salvador, o esquema de segurança para os festejos em 150 cidades do estado, com ênfase na Operação Carnaval 2026 na capital. Segundo a SSP, 37 mil profissionais das forças de segurança atuarão durante a folia, com investimento superior a R$ 110 milhões.
A apresentação contou com a presença do vice-governador e coordenador do Carnaval da Bahia, Geraldo Júnior, do secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, dos comandantes-gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, coronéis Antônio Carlos Magalhães e Aloísio Mascarenhas, além de representantes da Polícia Civil, do Departamento de Polícia Técnica e da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos.
De acordo com Marcelo Werner, a operação mantém efetivo recorde e amplia o uso de tecnologia e inteligência policial, com quase cinco mil câmeras em funcionamento, sendo 2,5 mil em Salvador, muitas com reconhecimento facial. Ele também destacou a utilização de mais de 60 drones com câmeras térmicas e transmissão em tempo real para o Centro Integrado de Comando e Controle, além da ampliação dos portais de abordagem nos circuitos.
A estrutura contará ainda com o funcionamento do Centro Integrado de Inteligência da SSP e do CICC, que reúne 48 órgãos municipais, estaduais e federais, além de dois CICC móveis em Porto Seguro e Cajazeiras. O Disque Denúncia 181 funcionará 24 horas durante todo o período do Carnaval.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Antônio Carlos Magalhães, informou que 25 mil policiais militares atuarão no estado, cerca de 19 mil na Região Metropolitana de Salvador, e ressaltou a capacitação do efetivo. Já o vice-governador Geraldo Júnior destacou o planejamento integrado da operação e o monitoramento permanente para garantir tranquilidade a foliões, trabalhadores e turistas.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, afirmou que a atuação das forças de segurança deve combinar firmeza com respeito aos direitos humanos, com atenção especial a pessoas com deficiência, crianças, idosos, mulheres e pessoas negras. Como parte dessa estratégia, a Polícia Militar terá uma patrulha inclusiva para acompanhar pessoas com deficiência até pontos estratégicos e áreas reservadas nos circuitos.

