Bob Fernandes aponta conivência do Banco Central em escândalo do Banco Master

Durante o programa Três Pontos desta quarta-feira (4), o jornalista Bob Fernandes afirmou que o caso do Banco Master escancara a conivência institucional diante de um rombo bilionário no sistema financeiro, envolvendo bancos públicos, governos estaduais e municipais e interesses políticos. Segundo ele, mesmo diante de alertas e indícios de irregularidades, o esquema operou por anos sob a supervisão do Banco Central, sem medidas efetivas para conter os danos.

“O BRB, Banco de Brasília, o senhor Ibaneis Rocha, embarcou nas operações fraudulentas do Master, no valor de R$ 12,2 bilhões. E tem ainda o pepino das aposentadorias: governos e prefeituras estaduais torraram mais de R$ 1 bilhão. No Rio de Janeiro, foram R$ 970 milhões; no Amapá, R$ 400 milhões; no Amazonas, mais R$ 50 milhões e 15 cidades e prefeitos jogaram a previdência dos funcionários nessa roubalheira”, disse.

Na avaliação de Bob Fernandes, o episódio revela um padrão de blindagem política e institucional que atravessa diferentes esferas de poder. O jornalista destacou que a inércia do Banco Central, responsável pela fiscalização do sistema financeiro, permitiu que as operações irregulares se acumulassem ao longo de três a quatro anos, enquanto responsabilidades eram diluídas e o foco se afastava do núcleo financeiro do escândalo.

“A pergunta central é por que isso ficou três, quatro anos rolando dentro do Banco Central e nada foi feito. Roberto Campos Neto só foi citado de raspão, porque isso pega neles. Esse é o perigo desse jogo e da cobertura desse jogo”, concluiu.

Confira o programa na íntegra: