A polícia da França realizou buscas nos escritórios da rede social X, de Elon Musk, nesta terça-feira (3), de acordo com informações do Ministério Público de Paris. A operação é conduzida pela unidade de crimes cibernéticos, com apoio da Europol. Musk e Linda Yaccarino, ex-CEO da empresa, foram intimados a comparecer a uma audiência em 20 de abril, e funcionários da plataforma serão ouvidos como testemunhas.
Musk negou as acusações iniciais em julho e disse que os promotores franceses estavam conduzindo uma investigação criminal com motivação política. De acordo com a promotora de Paris, Laure Beccuau, a apuração começou com suspeitas de abuso de algoritmos e depois foi ampliada para incluir a produção de deepfakes sexualizados pelo Grok.
A promotoria afirmou que, neste momento, a investigação busca garantir que a plataforma X cumpra as leis francesas enquanto opera no país. Na semana passada, a Comissão Europeia também abriu uma investigação sobre o chatbot de inteligência artificial Grok, após críticas à sua capacidade de gerar imagens sexualmente explícitas.
O tema se fortaleceu no fim do ano passado, quando foi descoberto que o chatbot havia criado imagens de pessoas nuas, incluindo mulheres e crianças, a pedido de usuários. Após o caso, a rede social passou a proibir a criação desse tipo de imagem pelo Grok.

