Prefeito detalha esforços para reabrir Grande Hotel Caldas de Cipó, fechado há mais de 40 anos

Em entrevista à Rádio Metropole, o prefeito de Cipó, Marquinhos (PSD), falou sobre a situação do Grande Hotel Caldas de Cipó, que está sem funcionar, e destacou os esforços da gestão municipal para encontrar uma solução que permita a reabertura do equipamento e a retomada do turismo na cidade. Segundo ele, o imóvel está sob administração da Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb), mas permanece sem uso, mesmo sendo um patrimônio histórico.

Marquinhos afirmou que esteve mais de 50 vezes na Saeb em busca de alternativas e diálogo com empresários para viabilizar o funcionamento do hotel. “É inadmissível que um patrimônio esteja na mão do Estado e não consiga ser colocado para funcionar. Fomos atrás de parceiros, tentamos o diálogo, mas não avançava”, disse. Durante as tentativas de resolução, a prefeitura descobriu que o hotel não possui escritura. Diante disso, chegou a ingressar com um pedido de usucapião, posteriormente retirado após orientação do secretário estadual Adolfo Loyola, que sugeriu a regularização do imóvel pelo Estado e, em seguida, a doação ao município.

De acordo com o prefeito, o objetivo é que o Grande Hotel passe para a gestão municipal, o que facilitaria a busca por parcerias e investimentos. “Na mão da prefeitura, a gente vai ter parceiros”, ressaltou. A proposta da gestão é revitalizar o espaço e fortalecer o turismo local. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) desde 2008, o Grande Hotel Caldas de Cipó foi inaugurado em junho de 1952 por Getúlio Vargas, com a intenção de impulsionar o turismo das águas termais da região após o fechamento do cassino do Radium Hotel. O equipamento conta com 80 quartos e piscinas de águas termais.

Confira a entrevista na íntegra: