Adolescente morto vítima de bullying queria proteger amigos, afirma mãe

Michele Teixeira,  mãe do adolescente Carlos Teixeira, que morreu na última semana, em uma escola estadual em Praia Grande, vítima de bullying, afirmou que o filho não quis deixar o local para proteger os amigos. A declaração de Michele foi feita neste domingo (29), no programa Fantástico. 

Ele falou assim: ‘Mãe, eu não quero sair porque eu sou o maior da minha turma’. Falava isso porque os amigos dele eram menores, pequenininhos, e ele era grandão pela idade que tem. Ele falou que queria defender os amigos. Ele falou: ‘mãe, eu quero ficar forte”, declarou Michele

Carlos Teixeira estava internado em estado grave na Santa Casa de Santos, mas faleceu, no último dia 16, após sofrer três paradas cardiorrespiratórias. O jovem foi pisoteado nas costas por dois colegas de classe, no dia 9 de abril, na Escola Estadual Júlio Pardo Couto. O garoto foi levado cinco vezes ao pronto socorro, mas em quatro delas, foi liberado para voltar para casa. 

Para a mãe do garoto, devem responder pela morte do filho a diretora da escola, os meninos que fizeram bullying e o Pronto-socorro Central, onde o filho foi atendido cinco vezes e liberado em todas elas.